O Fantasma de Dona Zileuda...



Essa é mais uma das histórias verídicas que eu fiquei sabendo recentemente.

Claro que por motivos óbvios, jamais irei revelar o seu nome verdadeiro. E se por ventura, alguém ler essa história e ligar os fatos com o incidente real, eu apenas lhe direi o seguinte: qualquer semelhança e mera coincidência...

Dona Zileuda foi uma grande amiga de uma pessoa muito querida e próxima de minha família. Não posso entrar em mais detalhes, pois isso aconteceu há alguns meses atrás e esse assunto ainda está circulando entre os seus parentes. Ela morava em outra cidade, já estava aposentada há muitos anos e vinha sempre visitar a sua amiga aqui em Ouro Fino – MG.

Com o passar do tempo, Dona Zileuda adoeceu...

Por se tratar de ser uma pessoa idosa e sozinha, ela não podia contar com ninguém, ou seja, não existia esposo e nem filhos, pois nunca se casou. Precisou então, recorrer à ajuda de seus familiares mais próximos, indo morar com ela, o seu sobrinho querido de nome Rafael, ou melhor, o Rafinha.

Rafinha já era maior de idade e logo providenciou para sua tia, um cuidador de idosos, que prestaria um bom serviço sendo pago pelo dinheiro de sua aposentadoria.

Mas aos poucos, Rafinha notou que toda aquela rotina lhe trazia muita complicação para a sua vida e foi providenciando outro lugar para a sua tia ficar, ou melhor, uma espécie de hospital-asilo, mais conhecido por abrigo de idosos.

Dona Zileuda por sua vez, jamais queria sair de lá, pois ela amava a sua casa e queria morrer ali, nem se fosse para passar os últimos dias de sua vida na cama. Mas não teve outro jeito, Rafinha estava de olho naquele seu imóvel, pois no fundo mesmo, ele queria muito alugá-lo para fortalecer a sua renda pessoal.

Passaram-se alguns meses e infelizmente, Dona Zileuda veio a falecer já estando nas dependências de um hospital-asilo. Um ano depois, quando tudo já estava nos conformes e o imóvel já herdado por Rafinha, a casa de Dona Zileuda, que tanto ela  amava em vida, foi então alugada para um grupo de Médicos recém chegados de outra cidade, montarem uma espécie de Clínica, que funcionaria normalmente em horário comercial, durante os dias da semana.

Vale lembrar que eles jamais conheceram a Dona Zileuda em vida, inclusive seus funcionários.

Numa segunda-feira de manhã, quando a recepcionista abriu a porta, se deparou com uma velha sentada em uma das cadeiras de espera, logo na sala da recepção. Ela levou um tremendo susto, pegou o seu celular imediatamente para tirar uma foto e perguntou para aquela velha: - Minha nossa! Alguém deve ter esquecido a senhora aqui dentro na última sexta-feira e trancado a Clínica... Provavelmente a senhora estava no banheiro, não estava?

A velha então olhou firmemente para ela e disse: - Moça, fique tranquila... Eu simplesmente estou na minha casa...

E em segundos, ela desapareceu num piscar de olhos. A recepcionista em estado de choque ligou imediatamente para os seus patrões e contou o que havia presenciado. Assim que eles chegaram para acalmá-la, ela tentou confirmar o fato mostrando-lhes a foto capturada em seu celular, porém, nenhuma pessoa havia saído naquela imagem. Havia somente uma cadeira vazia...

A recepcionista havia visualizado o espírito da verdadeira proprietária daquela casa, ou melhor, o fantasma de Dona Zileuda...


( texto aguardando revisão )



                              

Operação Arca Dourada...




Pré-sinopse:

Jesus retorna ao nosso planeta através de uma fusão no tempo e coisas incríveis acontecerão...  


Uma história mística que envolve fenômenos ufológicos, personagens bíblicos, eventos proféticos e a volta de Jesus Cristo ao nosso Planeta Terra, para restabelecer a ordem natural e nos revelar uma simples verdade: 
Nós não somos os únicos neste universo infinito...


Acompanhe essa história lendo os primeiros capítulos disponíveis abaixo:
Ben, um americano que trabalha num pequeno aeroporto em Dakota do Sul, recebe em sua casa um andarilho que se diz ser uma outra pessoa, inclusive de um outro tempo. Ele está a procura de seu irmão. Antes de partir, este homem deixa para o casal um presente em forma de oração.

Capítulo 2:  Portal Triângulo das Bermudas
Alguns meses depois, um fenômeno ufológico acontece no Aeroporto Regional Pierre e uma frota de aeronaves, barcos e até mesmo navios antigos são deixados na pista deste aeroporto. Um misterioso homem também é encontrado por Robert, o guarda noturno que presenciou aquele fenômeno. Ben o leva para casa e tentará descobrir quem ele é...

Capítulo 3:  Filhos do Trovão
Através de um relato meio confuso e suspeito, aos poucos aquele homem vai se revelando para Ben que até o momento não entende os propósitos de Deus, até que seu celular toca e uma mensagem de origem desconhecida talvez seja uma forma de resposta para ele...

Capítulo 4:  Deixado sobre o Monte Rushmore
Um casal de guias turísticos testemunham um objeto voador não identificado sobre o Monte Rushmore, na região montanhosa de Black Hills. Um dos guardas locais, por ser sobrinho de Ben e já sabendo da história por parte de seus familiares, comunica imediatamente ao seu tio. Ben freta um helicóptero e juntamente com Tiago partem para lá e encontram mais uma peça daquele quebra-cabeça...

Capítulo 5:  Resgatados em Sioux City
Com o apoio de seu irmão, Ben leva os Apóstolos Tiago e Pedro para morarem na sede do sítio de Jonny, pois a vizinhança estava meio alerta com aquela movimentação na pequena cidade de Blunt.  Ben recebe ainda um telefonema de Will, comunicando que mais quatro Apóstolos foram avistados em Sioux City, Estado de Iowa, nas proximidades do pequeno campo de pouso Graham Field.   Ben segue para lá levando consigo Tiago e Pedro e descobre que um outro fenômeno ufológico havia acontecido naquela região. Além de resgatar os quatro Apóstolos viajantes do tempo, ao voltar para a sede do sítio, Ben reencontra com o Apóstolo João e partir dali começaria a nascer um novo grupo de homens que guardavam um segredo que nem mesmo eles sabiam explicar os motivos de suas abduções...

Capítulo 6:  O Símbolo de Yeshua
Uma estranha luz muito intensa surge do nada nos arredores daquele sítio. Uma espécie de portal se abre e um desenho é estampado no chão. O portal se fecha e a luz simplesmente desaparece. Robert liga novamente para Ben dizendo que outro fenômeno aconteceu no Aeroporto Pierre. Desta vez  foram deixados cinco homens vestidos de maneira estranha e Robert os leva para sua casa. Ben parte rapidamente para lá e regressa ao sítio com todos eles. Naquela noite uma bela Ceia é servida e a partir de agora coisas incríveis começarão a acontecer...

Capítulo 7:  A Chegada do Cristo Místico
Três meses depois...  Os Apóstolos começaram então a cuidar da agricultura e inclusive tinham em mente construir uma pequena igreja no sítio de Jonny. Mas na véspera de Natal e durante a Ceia, uma imagem espetacular pôde ser visualizada no céu por frações de segundos. Ele, o Mestre, havia chegado. Desceu em forma de luz e surgiu de dentro de uma grande pedra localizada nas proximidades. Aquilo foi uma cena mística e maravilhosa de se ver. Ali estava Ele, Yeshua, o Cristo encarnado novamente em nosso tempo e agora todas as perguntas seriam respondidas...

Capítulo   8:  Visitando Jerusalém

Capítulo   9:  O Iluminado


Capítulo 10:  A Egrégora Planetária

Capítulo 11:  Revelação aos Filhos da Luz

Capítulo 12:  O Grande Dia

Capítulo 13:  Uma Nova Consciência .'.

Atenção: A história é incrível, mas infelizmente os capítulos 8 até 13 estão disponíveis somente no livro. Futuramente o Autor pretende dar continuação à essa história lançando: Operação Arca Dourada II - A Construção do Novo Templo.




A ganhadora foi: 

Letícia S. Carneiro
( Fortaleza - CE )

Meus parabéns Letícia !!!
Obrigado por participar
e ler as minhas histórias !!!

Em breve
outra promoção !!!

* Edição do Autor *

Confira o link:

A Lenda do Trem Fantasma



Adriano, Maurício e Gustavo, eram três amigos inseparáveis, que cresciam juntos desde a infância. No vilarejo onde eles moravam, uma estrada ferroviária passava nas proximidades, porém, já estava abandonada há muitos anos. Havia também naquele pequeno município, um senhor viúvo chamado Afonso, que se aposentou pela estrada de ferro, trabalhando mais de 30 anos de sua vida, onde no passado ele fora um excelente maquinista.

O senhor Afonso passava mais de 6 horas todos os dias, sentado no banco de uma antiga e pequena Estação de Trem, onde antigamente servia somente para embarque e desembarque de trabalhadores, ou seja, pessoas que trabalhavam numa empresa mineradora que se localizava nas redondezas daquele município.

Todos os moradores locais achavam muito estranho os hábitos do senhor Afonso e colocavam até mesmo a sua sanidade em dúvida, pois sempre que perguntavam o que ele estava fazendo ali, o velho respondia:

- Estou esperando ele voltar... Eu sei que ele vai voltar...

- Mas ele quem senhor Afonso? – Perguntavam os moradores e ele sempre respondia:

- O meu Trem, que irá trazer o meu filho de volta... E em seguida o velho deixava cair algumas lágrimas de saudades de seu filho e da sua antiga profissão. Mas o que pensar disso tudo? Se aquela estrada de ferro não funcionava mais, não tinha nenhuma locomotiva em atividade? Mas o velho sempre respondia a mesma coisa... No passado, o senhor Afonso por conta do destino havia perdido o seu único filho, que morreu tragicamente tentando saltar de sua locomotiva em funcionamento. Isso talvez tenha deixado profundas seqüelas na mente daquele velho maquinista.

Aqueles garotos Adriano, Maurício e Gustavo, após adquirirem uma certa idade de aproximadamente 8 anos, começaram a brincar em lugares mais afastados de suas casas, inclusive naquela velha Estação de Trem, onde encontravam todos os dias com o senhor Afonso. Eles ainda não sabiam da triste realidade que aquele senhor vinha carregando há muitos anos.

Em um determinado dia, os garotos então resolveram brincar com aquele velho, dizendo para ele que eles ouviram o barulho da locomotiva e que em breve ela estaria chegando ali naquela estação. Os olhos do senhor Afonso voltaram a brilhar de uma forma diferente. Ele se levantou imediatamente, retirou um pequeno pente de seu bolso e penteou rapidamente o seu cabelo para trás.

Num piscar de olhos, a cor do céu e todo o cenário em sua volta mudou e lá de longe vinha ela, a velha Maria-fumaça, apitando e fumegando como sempre, agora de encontro com o seu velho e amigo maquinista, o senhor Afonso.

- Meninos ! Vocês estão certos... o meu Trem está chegando e vem trazendo o meu filho ! Quero levá-los para um passeio !

Os garotos, encantados com toda aquela magia, nem prestaram muita atenção nos detalhes e queriam mesmo era dar uma volta naquele Trem.

Aquela Maria-fumaça, guiada por ninguém, então estaciona em frente aquela velha Estação e ele procura janela por janela, mas infelizmente não consegue encontrar o seu filho. Ele agora friamente sobe e entra na cabine. Os garotos também entram no primeiro vagão e se acomodam cada um em seu assento, onde aguardam pela janela o apito anunciando a sua partida. O trem então parte e some para sempre...

Meses depois, uma outra história se repetia naquele vilarejo. Três mães desesperadas se dirigiam todos os dias para aquela velha Estação de Trem e ali ficavam sentadas, aguardando o tempo todo.

Quando alguém lhes perguntava o que elas estavam fazendo ali, todas elas respondiam ao mesmo tempo:

- Estamos esperando eles voltarem...

E bem próximo dali, algumas crianças brincavam... Inclusive  uma delas acabava de gritar:

- Olhem, o Trem está chegando, eu acabei de escutar...

( texto aguardando revisão )


                              

O Criador de Frankensteins


Num passado distante, várias pessoas com suas crenças desejavam sobreviver ao tempo depois da morte, se transformando em verdadeiras múmias pelas várias técnicas de preservação de seus corpos. Outras já no entanto, com suas mentes profundamente estudiosas, tentavam ressuscitar a vida o mais rápido possível, juntando várias partes de membros, órgãos e troncos, refazendo assim um novo ser, totalmente misto e totalmente sombrio. Hoje vocês terão conhecimento de um caso verídico, que sempre foi mantido sobre segredo absoluto. Sua identidade como sempre será totalmente preservada, utilizando-se somente de um pseudônimo. Vocês conhecerão a história do doutor Nicodemus, um verdadeiro criador de Frankensteins...

Nicodemus era um professor de medicina que passava noites e noites devorando todos os conhecimentos da anatomia humana. Desde a época da faculdade, ele sempre foi um homem tímido, que nunca conseguiu esquecer o trote constrangedor que alguns colegas lhe passaram há décadas atrás, quando ele ainda era um calouro. Mas o doutor Nicodemus, além dos livros técnicos de medicina, também gostava muito de pesquisar sobre o lado sobrenatural das coisas, até que descobriu algo que mudaria completamente a sua forma de pensar, elevando-o para uma outra consciência totalmente sombria, fazendo-o passar de mero professor universitário, para um verdadeiro mestre da magia negra, onde nas horas vagas, ele dava andamento nos seus projetos insanos, onde misturava os conhecimentos humanos com verdadeiros absurdos realizados em seus rituais.

Filho único e herdeiro de uma verdadeira fortuna, o doutor Nicodemus trabalhava por prazer e residia sozinho em sua bela mansão, num bairro nobre de Campinas (SP),  e nos finais de semana, após pagar mensalmente a propina exigida por alguns guardas corruptos, Nicodemus conseguia acesso fácil ao setor de cadáveres da universidade, onde sempre saía de lá com pequenas partes dentro de algumas caixas, alegando sempre para os guardas que ele levava alguns equipamentos para manutenção à uma empresa terceirizada, da qual ele fazia parte.  Mas para evitar alguns problemas administrativos, esses guardas precisavam sempre desligar o sistema de segurança das câmeras, que filmavam toda a movimentação de entrada e saída deste setor. Como todos esses guardas contavam mensalmente com o seu salário extra, pagos pontualmente pelo doutor Nicodemus, e como também nunca houve suspeitas de faltar absolutamente nada naquele setor, esse costume se estendia normalmente. Mas na realidade Nicodemus não saía de lá com equipamentos e sim com verdadeiras partes humanas, principalmente aquelas que eram usadas na última aula de anatomia que era cursada todas as sextas-feiras, que geralmente sofriam alguns danos causados pelos alunos e em seguida precisavam ser cremadas. Elas eram as jóias preferidas do doutor Nicodemus.

Após realizar vários testes, envolvendo membros de cadáveres com eletricidade estática, Nicodemus foi evoluindo a sua técnica, que alimentada também pela loucura de sua crença naqueles rituais, ele conseguiu o seu primeiro feitio, ou seja, após montar uma verdadeira máquina estranha, onde ele hidratava e alimentava um braço humano, ejetando e retirando sangue humano, dele próprio, através de uma pequena bomba, ele conseguiu visualizar alguns movimentos totalmente coordenados pelos comandos de sua voz, onde ele recitava: " Abra a mão " ou " feche a mão ", e aquele braço obedecia, estendendo e abrindo todos os dedos e depois se contraindo e fechando todos eles. Ele inacreditavelmente havia conseguido trazer vida sobrenatural para um membro morto e isso era apenas o começo de sua incalculável experiência sinistra, que com o passar do tempo também iria evoluir para um novo estágio muito macabro. Nicodemus não podia contar isso para ninguém, pois além de discordar totalmente da ética, ele ainda poderia ser considerado suspeito pelos seus futuros crimes que já estava planejando, seguindo sempre os objetivos de um livro especial que ele havia encomendado por um fiel seguidor de uma crença necromântica.

O tempo passou e assim que chegaram as férias de dezembro, Nicodemus oferece uma festa de aniversário totalmente secreta em sua mansão, onde convidou somente dois alunos mais preferidos e fiéis a ele. Naquela noite, ele colocou um poderoso sonífero em suas bebidas e depois cometeu um duplo assassinato, retirando em seguida e cuidadosamente  todos os seus membros e órgãos, acondicionando-os em seu pequeno laboratório.

Horas depois ele retoma as suas experiências, remontando dois novos corpos, sendo esses, formados pelos membros e órgãos um do outro, trocando os corações, os pulmões e os genitais. O doutor Nicodemus agora se sentia quase que realizado, bastando apenas ligar a sua máquina e irrigar aqueles organismos com os seus sangues trocados. Era algo totalmente ilógico e contra todos os conhecimentos da medicina, que jamais obteriam êxito por estarem totalmente em desacordo com as leis da biologia humana, exceto a um ingrediente especial, a magia negra.

Nicodemus, com aqueles dois corpos todos suturados e em posição ereta, amarrados agora sobre uma mesa vertical, ele então aguarda a hora certa para pronunciar suas palavras secretas, que deveriam ser ditas exatamente após o terceiro raio de uma tempestade negra que estava se formando naquele instante, por uma solicitação e intervenção sobrenatural.

De posse de uma versão especial, de um livro similar ao Necronomicon, já aberto exatamente na página daquele ritual macabro, ele então ouve o estalo do terceiro raio explodir no céu e começa a recitar algumas palavras em latim. De repente, tudo começa a tremer naquele laboratório por poucos segundos, mas absolutamente nada de mais acontece.

- Energia ! Eles precisam de energia... – ele pensa alto. E com as mãos e pés encharcados de sangue, ele então puxa uma alavanca para ligar seu aparelho gerador, mas esquecendo dos conceitos básicos referente as regras da eletricidade, ele acaba sendo eletrocutado por estar servindo de condutor. Durante os momentos de sua possível morte, algo estarrecedor acontece. Os dois cadáveres, totalmente nus e muito suturados, abrem seus olhos naquele momento, absorvendo misteriosamente as energias vitais do doutor Nicodemus. E após ele se tornar um corpo carbonizado, interrompendo assim a energia daquele equipamento, os dois cadáveres se libertam de suas amarrações e com uma fome de carne incontrolável, começam a devorar um ao outro, restando no final seus esqueletos, seus cabelos e algumas partes de peles espalhadas pelo chão.

No dia seguinte, um veículo preto estacionou em frente a casa do doutor Nicodemus. Dele desceu um homem encapuzado e com uma chave mestra conseguiu abrir a porta principal daquela mansão. Encontrando o laboratório de Nicodemus, ele então recolhe aquele misterioso livro e sai imediatamente.

O sistema de vigilância da casa do doutor Nicodemus filmou tudo, porém nada foi descoberto até hoje. Este relato que me foi enviado por um remetente desconhecido, eu até posso  de forma literária compartilhar aqui com vocês, mas porém jamais poderei revelar a verdadeira identidade desse homem encapuzado, que talvez tenha escrito o verdadeiro ritual necromântico, aquele que ressuscita os mortos, transformando-os em verdadeiros monstros, que depois é devorado por eles, devido a sua própria e incontrolável fome de sabedoria oculta... 


( texto aguardando revisão )

                              

Os Advogados do Diabo

        Desidério era um espírito megalomaníaco, que mesmo após cruzar a fronteira entre o mundo dos vivos e dos mortos, continuou sofrendo de um infeliz transtorno psicológico, no qual ele continuava a ter suas ilusões de grandeza, de poder e de superioridade...

     Assim que ele chegou ao Umbral, uma espécie de Purgatório onde as almas precisavam passar por alguns sofrimentos para conseguir a purificação, Desidério não se conformava com aquilo. Pois onde já se viu, ele ali junto com toda aquela “gentalha”, sendo que em vida fora um renomado advogado, bem colocado na sociedade e devidamente formado em uma universidade particular conceituada. Tentou então conseguir algumas informações com os demais espíritos, até chegar ao mais corrupto deles, onde conseguiu criar uma certa amizade com Robério, trocando várias afinidades e experiências profissionais de seus passados.

      Robério alegou para Desidério que caso ele quisesse uma esfera de primeira classe, o mesmo teria que deixar por escrito uma procuração em seu nome, pois quando a presença do mesmo fosse solicitada a comparecer na diretoria do Umbral, ele então seria legalmente o seu representante. Robério claro, fora também em vida um ótimo advogado, aliás um dos melhores e convenceu facilmente Desidério que além de assinar a procuração, também deixou como garantia na averbação, a estadia definitiva de todos os seus parentes ainda vivos, ou seja, comprometendo-os após a morte, a residir ali no Umbral para sempre, caso Desidério não voltasse na data de vencimento estipulada naquele contrato.

      Na verdade, Robério era uma espécie de demônio prematuro ainda, que estava infiltrado no Umbral para conseguir enganar o maior número possível de almas perdidas e assim conseguir uma futura promoção de seu posto nas esferas espirituais inferiores. E para ele ser promovido, faltava enganar apenas mais uma alma. Mas Desidério no fundo era muito esperto e na troca de conversas acabou roubando a atenção de Robério e deixando de assinar algumas folhas naqueles documentos.

       Minutos depois Desidério consegue uma autorização para sair dali e acaba surgindo em um outro local, bem luxuoso, sofisticado e com muitas opções de lazer. O único problema ali era quando aquele ambiente sofria uma espécie de batida policial, ou melhor, uma geral dada pelas autoridades locais. Se por ventura a documentação de algumas almas estivesse em desacordo com a legislação vigente, as mesmas seriam imediatamente conduzidas para o crematório público, sem piedade alguma e sem o direito de defesa. 

      O tempo passou depressa naquela dimensão prazerosa e Desidério ao ficar sabendo que haveria uma nova batida naquele local, resolveu então procurar os seus documentos, porém, os mesmos não estavam mais com ele, ou foram roubados ou ficaram indevidamente retidos na esfera de Robério. Para chamar a atenção sobre a sua pessoa prepotente, Desidério novamente reclama daquele lugar, exigindo o mais rápido possível uma esfera melhor para a sua acomodação. Logo em seguida ele é conduzido para falar com a chefia.

      Chegando na sala da autoridade superior daquele local, Desidério não acredita no que vê. Robério havia sido promovido e agora era o chefe daquela esfera. Ele então pede para ver os documentos de Desidério que de mãos vazias não tem absolutamente nada para se identificar e esclarecer a sua estadia ali, naquela dimensão luxuosa.

      - Levem ele imediatamente para o crematório público ! – ordenou Robério.

     - Mas eu lhe deixei algumas garantias, reveja todos os documentos ! – respondeu Desidério.

      Ao rever os documentos que faziam parte daquele sistema esférico, Robério notou que não existia a assinatura de Desidério nas principais cláusulas e pelas regras sobrenaturais daquela dimensão, os dois voltaram imediatamente  para a esfera anterior de onde estavam  antes. Agora ambos compartilhavam a mesma cela espiritual e eram obrigados ainda a trabalharem juntos durante um bom tempo no departamento de processos do Fórum daquele Umbral. Afinal de contas, como já contradizia o velho ditado diabólico: “ Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de prisão... ”

( texto aguardando revisão )

Sátira é uma técnica literária ou artística que ridiculariza um determinado tema. 
O adjetivo satírico refere-se ao autor da sátira. ( Wikipédia )

                              



Nicolas e o Espírito do Natal


          Havia chegado o mês de dezembro. Uma grande nevasca atingiu a cidade de Nova Iorque. Em sua casa, Nicolas, um escritor fracassado, havia perdido mais uma oportunidade de emprego, em uma revista de quadrinhos, devido às circunstâncias em que vinha vivendo. O aluguel estava atrasado, todos os seus cartões de crédito bloqueados e sua geladeira completamente vazia. Há exatamente dez meses fora abandonado por sua mulher, que voltou a morar com os pais e levou o seu único tesouro, a filha de apenas 6 anos de idade. Por causa dos efeitos do álcool, da vida desregrada e, talvez, de algo mais, um de seus rins havia parado de funcionar. Para Nicolas, a vida agora estava completamente sem sentido e, nos últimos dias, ele só pensava em qual maneira iria utilizar para pôr um fim em sua história. Seu telefone havia sido cortado e o celular não existia mais, pois havia sido trocado por duas garrafas de vodka. Naquela noite fria, Nicolas resolve fazer uma loucura...


        O fogo da lareira de sua sala já estava no fim e o aquecedor estava inoperante devido à falta de manutenção. Lá fora, o vento cortante fazia a sensação térmica ser de -15ºC. Com as mãos trêmulas de frio, Nicolas procura em sua agenda o telefone de um agenciador do tráfico de órgãos. Após achá-lo, resolve se aventurar. 


       Saindo de sua casa, caminha aproximadamente 60 metros até chegar ao telefone público, em uma esquina de seu bairro, afastado do centro da cidade. Nicolas, então, consegue uma ligação a cobrar. Pela sua forma de falar, demonstra sinais de embriaguez e admite estar sozinho em casa. Do outro lado da linha, uma pessoa resolve praticar um ato que jamais ousou cometer. Por pura ganância, Robert, um agenciador de órgãos que fora, no passado, instrumentador cirúrgico, é tomado instantaneamente por uma força obscura e maligna, que o impulsiona a almejar algo que só de pensar já lhe proporciona uma forma de prazer indescritível. Ao desligar o telefone, Robert procurou imediatamente o seu estojo de facas, pinças e serras e seguiu para a casa de Nicolas, levando também uma enorme caixa térmica com muitos cubos de gelo em seu interior.


       Chegando ao seu destino, Robert encontra a porta da casa de Nicolas semi-aberta e ao entrar é atingido por uma machadada na cabeça que lhe ceifa a vida instantaneamente. Nicolas, então, fecha a porta, arrasta o corpo de Robert para a cozinha e coloca-o sobre a mesa. Na verdade, ele estava executando a cena de uma de suas histórias de terror, que havia escrito muitos anos atrás. Agora, a insanidade havia tomado conta da sua mente e ele já não respondia por si mesmo. Abre o estojo de Robert, que estava sobre uma mesinha ao lado, calça um par de luvas cirúrgicas e começa a abrir o tórax daquele que, ironicamente, seria o seu futuro assassino, mas agora o estava servindo com todos os órgãos absolutamente saudáveis.


      Nicolas, por lidar com muitas informações no universo literário, também bebia de muitas fontes técnicas, tendo acesso a várias bibliotecas e sites sobre anatomia humana. Ele conseguiu retirar os dois rins, o fígado e o coração de Robert, acondicionando-os corretamente na caixa térmica, sob uma temperatura correta.        Mas, afinal de contas, ao telefone Nicolas não mostrara sinais de embriaguez ? Essa resposta nós nunca saberemos, pois os segredos de uma mente insana jamais terão alguma lógica, ainda mais quando se trata de um escritor abalado psicologicamente, que confunde os limites da realidade. 


     Nicolas, aproveitando os piores momentos daquela nevasca, decide levar o corpo de Robert para um local mais afastado.        Com forças do Além, ele consegue amarrar o tronco de Robert ao pé de um pequeno poste e, rapidamente, o cobre com várias camadas de neve, escondendo completamente a sua figura humana. Minutos depois, ali estava um enorme boneco de neve envolto com um cachecol, a primeira vítima de Nicolas, um executor frio, sanguinário e completamente insano.


        Nicolas volta para casa, se apossa do carro de Robert e segue para o Bairro Chinês, onde consegue vender aqueles órgãos – que seguem rapidamente, no próximo voo, para Hong Kong –, por US$ 30.000 (trinta mil dólares). Agora, Nicolas podia colocar sua vida em ordem, acertar todas as contas atrasadas e ainda comprar um belo presente de Natal para a sua filha. Dois dias depois, próximo da semana do Natal, após chorar muito pelo que fizera e já quase se entregando à polícia, Nicolas deixou sua casa e seguiu para buscar sua esposa e filha. Mas, chegando à casa de seus sogros, ele ficou muito decepcionado com a notícia sobre o estado de saúde da sua filha. A menina precisava urgentemente de um transplante de rim. Nicolas então se desespera e segue para uma igreja próxima dali, em busca do perdão. Estava muito claro o preço que ele teria que pagar pela atrocidade cometida. 


       Encontrando o reverendo, ele suplica por uma confissão de emergência. O reverendo, que coincidentemente se chamava Robert, acolhe Nicolas em sua igreja e começa a ouvir a confissão. Durante a confissão do crime, o reverendo se revela para Nicolas, dizendo-lhe:


        – Nicolas, eu sou o Espírito do Natal, acredite! Compreendo o seu sincero arrependimento e fui incumbido de lhe dar um presente. Você será agraciado com uma ampulheta mágica. Se você conseguir cumprir sua tarefa antes do tempo, o tempo também lhe servirá, podendo retroagir para uma determinada época de sua vida, ou melhor, de sua história, no qual uma borracha divina apagará todas as suas maldades, permitindo uma história diferente e benéfica para você.


      – Sua tarefa será salvar 50 pessoas, que tentarão cometer crimes na noite de Natal nesta cidade gigantesca. Para isso, lhe darei alguns poderes mágicos, os quais lhe permitirão vencer os limites físicos. Presenteie essas pessoas com palavras boas e faça-as buscar o perdão divino. Para cada pessoa salva você terá direito a um ano no passado. Sei que não será fácil, mas, tente!


        – E se eu não conseguir salvar ninguém? – perguntou Nicolas.


       – Então nada poderei fazer por você. Contudo, se ainda quiser salvar a vida da sua filha, terá que sacrificar a sua própria vida, doando- lhe o seu rim.


       Nicolas ponderou, aceitou sua tarefa e seguiu imediatamente para a primeira casa, mas, conforme se aproximava do endereço ia ficando perplexo. Era a casa de Robert, que ele havia assassinado há alguns dias. Misteriosamente, Robert estava vivo e recebeu Nicolas em sua porta. Ele entrou e os dois se abraçaram. O perdão e o arrependimento de ambos foram tão sinceros que Nicolas nem precisou seguir para os demais destinatários. Por ter salvado Robert, Nicolas também salvou a vida de mais 4 vítimas futuras, além da sua própria. Assim, Nicolas obteve 6 anos retroativos em sua história.  Quando se deu conta, estava novamente em sua casa, em frente à lareira, preparando uma árvore de Natal junto à esposa, ainda grávida de 6 meses.  A ampulheta havia funcionado perfeitamente e o Espírito do Natal havia cumprido sua promessa, presenteando Nicolas com uma segunda chance...

                              
Revisado por:  Elabora Textos

Gisékio e a Caneta Wicca



Existem certas histórias sobrenaturais que nós, escritores de ficção, jamais deveríamos escrever ou contar para alguém.  Nós, que temos o dom da escrita, de certa forma fomos presenteados com uma “chave especial” e com ela podemos abrir um portal dimensional para o outro mundo, ao qual podemos ir e voltar, pois temos passe livre. Porém, durante a abertura desse portal, nas nossas idas e vindas, podemos sim, trazer acidentalmente algumas coisas estranhas. Contudo, somente alguns, que possuem o sistema sensorial mais evoluído, conseguem observar algumas evidências e decodificá-las.

Às vezes, com o poder da nossa imaginação, também podemos criar uma história e, misteriosamente, essa história ser vivenciada por um personagem real. Seja por motivo de amizade, admiração, amor ou, em alguns momentos, até mesmo de contrariedade. Em outras épocas isso talvez fosse considerado bruxaria ou magia negra. Mas, em tempos atuais, eu chamaria isso de mera coincidência. Afinal de contas, bruxas, vampiros, lobisomens e demônios não existem, não é mesmo?

Essa história, que vou contar agora, foi enviada para mim por uma pessoa anônima, que relatou ser um escritor, talvez, paranormal. Vou chamá-lo de Gisékio.

Gisékio tinha apenas 10 anos quando perdeu sua mãe. Foi um trauma muito grande em sua vida. Sua irmã, Rosalba, ainda bem moça, mas com inúmeros sonhos a realizar, viu tudo se desmanchar feito castelo de areia. Ela estava, agora, incumbida de cuidar da casa, do pai, Antunes e de Gisékio, o irmão caçula.

Rosalba, não aceitando aquele fardo pesado, começou a judiar do seu irmão. Negava a ele o direito de brincar, atribuía inúmeras tarefas domésticas para ele fazer e às vezes o espancava. Ela sempre dizia que estava no lugar da mãe e que a educação dele era sua responsabilidade, já que o pai trabalhava o dia todo para pôr o que comer dentro de casa.

Gisékio foi guardando muita mágoa de sua irmã. O garoto era muito inteligente e tinha certo dom para escrever. Porém, suas belas poesias, escritas nas folhas de um velho caderno, eram rasgadas e jogadas fora pela irmã, em seus “chiliques” de limpeza.

Certo dia, por perder a hora de se levantar para ir à escola, levou uma surra dolorida de Rosalba. Ela não parava mais de bater no garoto com um velho cinto de couro. Bateu tanto, mas tanto, que uma vizinha precisou interferir. Gisékio, todo ensanguentado, foi levado às pressas dali para a casa de dona Nenê. Lá chegando, o garoto recebeu todos os cuidados e implorou para que dona Nenê não contasse nada daquilo ao pai, pois sua situação poderia piorar no futuro. Imagina se sua irmã Rosalba resolvesse fugir de casa... com quem ele ficaria? E os estudos? Deixar a escola, para ele, era o mesmo que deixar de viver. Dona Nenê compreendeu as razões de seu pedido e resolveu se calar, mas lhe presenteou com um poderoso amuleto. Deu a ele uma caneta bem antiga, de pena, para que ele imaginasse e escrevesse outros destinos para as coisas, quando precisasse exteriorizar seus sentimentos de mágoa. Isso talvez pudesse lhe trazer um pouco de paz interior. Mas, ela o alertou:

– Tome cuidado com isso, Gisékio. Escreva somente coisas boas, pois é uma caneta mágica! Só não vou lhe dar a tinta, porque ela virá de seu interior... mas, isso você terá que descobrir sozinho...

Gisékio não entendeu muito bem, mas guardou aquela caneta dentro do seu colchão de palha. Ninguém sabia, mas dona Nenê era uma poderosa seguidora Wicca de uma crença politeísta. Digamos que era uma bruxa do bem, para não entrar em detalhes.

Pouco tempo depois, o garoto apanhou novamente de sua irmã e acabou sendo ferido no mesmo machucado anterior, que acabou sangrando novamente. Em seu quarto, muito chateado, Gisékio conseguiu coletar em um tubinho uma pequena quantidade de seu sangue amargurado e colocou-a no frasquinho de tinta. Para tentar se sentir melhor ou até mesmo se vingar da irmã, ele começou a escrever uma pequena estrofe, usando aquela “tinta” rubra da caneta que ele havia ganhado.

“ Rosalba, Rosalbinha
minha irmã irada
seus cabelos vão cair
e todos vão dar risada ”

Gisékio, naquele momento de raiva, conseguiu mentalizar sua irmã sem cabelos e escreveu esse destino para ela. Naquela mesma noite, quando sua irmã saiu do chuveiro alguns gritos foram ouvidos. Conforme Rosalba enxugava sua cabeça, na toalha de banho iam ficando todos os seus fios de cabelo. Por motivos desconhecidos, naquela cabeça nunca mais nasceu cabelo. Todas as pessoas, ao se depararem com o novo visual de Rosalba, davam muitas risadas. Afinal de contas, ela era uma pessoa má e seus vizinhos sabiam disso.

Gisékio então compreendeu o verdadeiro poder daquela caneta mágica. Viu seu desejo, escrito com seu sangue amargurado se concretizar, no entanto, teve que pagar um alto preço por aquilo. Ao entrar na adolescência, do mesmo modo que os cabelos de sua irmã desapareceram subitamente, Gisékio também contraiu um feitiço misterioso. A sua barba crescia, diariamente, cinco vezes mais rápido que a de qualquer outro garoto normal. Ele procurou secretamente a dona Nenê, mas ela já havia se mudado de lá há alguns anos.

O tempo passou e Gisékio cresceu. Tornou-se um excelente escritor e pesquisador do sobrenatural. Conforme me disse em seu relato, aquela caneta ele guarda até hoje, pois, às vezes, é necessário mudar alguns destinos. Porém, tudo precisa ser muito bem analisado antes, pois tudo que aqui se faz aqui também se paga.

A magia existe, mas, facilmente, conseguimos manchá-la com a tinta do nosso egoísmo...
                             
Revisado por:  Elabora Textos


A Encomenda dos Sete Homens de Preto...


Essa história eu consegui de uma senhora que trabalhou durante muitos anos num hospital aqui das redondezas, no sul de Minas Gerais. Ela já se aposentou há muito tempo e hoje, além de seus afazeres domésticos, reserva uma boa parte do seu tempo para cuidar de uma capela, a qual zela com o maior carinho. Muito católica e acima de tudo idônea, ela jamais iria distorcer ou inventar algo sobre o ocorrido...

Nos idos de 1943, Sandrinha ainda era novata naquela unidade de saúde. Ajudava e obedecia fielmente a todas as ordens das irmãs enfermeiras, um grupo de religiosas que administrava aquele hospital. Todos ali trabalhavam muito o dia todo e quando ia chegando o período noturno aquelas irmãs enfermeiras já estavam exaustas. Elas residiam no hospital e, ao cair da tarde, já não viam a hora de ir para os seus aposentos, descansar. À noite, deixavam a guarda do hospital a cargo de uma moça, responsável por registrar as entradas dos pacientes que, eventualmente, surgiam durante a madrugada. Naquele tempo era assim mesmo, o paciente era acolhido e ficava no seu leito, aguardando o médico chegar. Os primeiros cuidados eram dispensados por algumas irmãs, que se revezavam no período noturno.

Justamente naquela noite, a enfermeira-chefe pediu para chamarem Sandrinha em sua casa, pois a outra recepcionista havia faltado por motivo até hoje desconhecido. Sandrinha, com apenas um mês de experiência e precisando do novo emprego, jamais poderia deixar de atender a esse pedido. Então, seguiu imediatamente para o hospital.

Lá chegando, de imediato assumiu seu posto, pois todos já haviam ido para seus aposentos, havia apenas algumas enfermeiras de plantão e, mesmo elas, estavam descansando em alguns quartos, após aquele longo dia movimentado.

Era uma sexta-feira da quaresma e o silêncio imperava naquele hospital católico. Chamar as irmãs era terminantemente proibido, exceto num caso de extrema urgência, como algum acidente com feridos graves. Caso contrário, nem pensar. Corria-se o risco de ser demitido por infringir as “regras internas”.

Sandrinha estava sozinha na recepção e já havia fechado todas as portas. Durante aquele início de madrugada ela resolve ler seu livro de romance que havia deixado em uma de suas gavetas, pois não havia nada para fazer. Ora cochilava um pouco, ora lia seu livro e ouvia, raramente, alguns latidos de cães lá fora, naquela rua deserta.

De repente, os latidos dos cães se intensificaram por causa do barulho de alguns cavalos puxando uma carruagem. Sandrinha foi acordada de seu cochilo com algumas batidas na porta. Ela havia cochilado por alguns minutos e estava, ainda, meio confusa. Levantou-se imediatamente de sua cadeira, pegou as chaves e foi abrir a porta principal. Levou um enorme susto. A cena que presenciava era assustadora: Sete homens, todos vestidos de preto estavam bem ali na frente dela, dizendo que foram pegar o corpo.

– Mas corpo de quem? – pensou ela. Ninguém havia avisado nada, não tinha nenhuma anotação sobre aquilo e todos estavam dormindo naquele momento. Mas, para não demonstrar falta de comunicação e desorganização da instituição, ela usa sua esperteza e fala:

– Sim, podem entrar! Vocês já sabem onde ele está?

– Sim, sabemos – responderam eles.

– Então entrem, por favor, e sejam breves – disse ela.

Aqueles sete homens bem trajados, carregando um caixão dourado, entraram rapidamente e foram lá para o fundo, ao pequeno necrotério. Dez minutos depois saíram de lá e, ao passarem por ela, fizeram um rápido agradecimento.

Sandrinha apenas acenou com uma das mãos e fechou a porta logo em seguida. Ficou olhando pela fresta a partida daquela carruagem, que carregava sete homens de preto e um defunto desconhecido.

No dia seguinte ela aguardou que alguém comentasse algo sobre aquilo, mas nada aconteceu, ninguém se pronunciou. Perguntou para os demais funcionários se algum paciente havia morrido há alguns dias, mas a resposta era sempre negativa. Checou várias papeletas, documentos e nada encontrou sobre o óbito. Teve medo de contar aquele fato a alguém, pois poderiam pensar que ela estava vendo coisas e isso talvez a prejudicasse naquele novo emprego. Então, até hoje manteve isso sob sigilo. Disse que contou a mim não sabe como, pois tem muita vergonha de não ter comunicado o ocorrido aos seus superiores.

Contudo, eu ainda fui além e perguntei a ela: – Dona Sandrinha, a senhora não viu mais nada de estranho naqueles homens? Tente se lembrar!

– Sim, André. Eu vi, sim, algo muito estranho... – ela fez uma pausa e continuou:

– Ao passarem por mim, percebi que aqueles sete homens tinham cascos em vez de sapatos e é por isso mesmo que eu rezo o terço todo santo dia, para nunca mais vê-los em minha vida.

Eles, com certeza, foram buscar sua encomenda, ou melhor, alguém que estava prometido para ser levado para o inferno naquela sexta-feira da quaresma...

                              
Revisado por:  Elabora Textos



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Promoção encerrada. O sorteio foi realizado no dia 30/12/2011. 
Continue curtindo as páginas, pois em breve haverá uma nova promoção !

Resultado oficial da Promoção
A promoção fechou com 77 participantes
Nanda Soares Janaina Pedroso Ana Elisa Lumiar Matheus Inhesta Marizinha Lima Aninha Carneiro Dri M Bernardi Silvia Ortiz Machado Tatiane da Silva Dayse Frois Ferreira Helton Highline Patricia Rodrigues Pinto Adonias Moraes Joice O. Rissas Pedro Santana Tais FreitasBeatriz Simões Christina Amaral Patricia da Silva Amanda Laninha Wilma Lemos Sandra Crezi Larissa Leal Regina Marinho Branquinha Fernandes Thayse Leiserre Silva Luciana Cisi Jaiane Silva Camila Almeida Vitoria Souza Taty Tayane Emília de MeloRogerio Ferreira Frediana de Morais Alessandra Kaji Ingrid Soares Dos Reis Alaine Silva de Oliveira Alline Dantas Pâmela C. Brandão Juliana Tribioli Beatriz Clepf Igor Siman Camila Assis Thaina Caroline Sonia Trindade Roseane Campos Ana Isabel Campos Sthéfanie RezenaJeferson Pedro Margarete Cruz Ana Maria Albuquerque Claudia Valeria Ortega Andreza Gonçalves Luís Filipe Campos Rosane Fantin Ana Maria Gonçalves Mauricio Sousa Marília Miranda Marly Nunes Paulo Aliton Hernandes Douglas Amaranto Michelle Christina Rosa Rosa Tania Baganha Adriana SoullMichele Monte Alto Maria Martins Victor Valeffort Leonora Sousa Catia Cerqueira Lívia Silva JheNi Otero Rafael Melo Ttati Borges Juni Crepladi Meyle Fernandes Luciana Sousa Leandra Menezes

Lívia SilvaA ganhadora foi:  Lívia Silva  da cidade de Camaçari / Bahia
Sorteio realizado pelo aplicativo Facebook: Sorteie.me
Link para conferência: http://sorteie.me/fb/6Ze  

Meus Parabéns Lívia !!!
Obrigado por visitar o Blog, ler e curtir as Histórias do André Victtor !!!
Em breve você receberá o livro e o pingente em sua casa via correios !!!
Feliz Ano Novo !!!